quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Teu cenário é uma beleza.....


Enfim, caiu a ficha do presidente da Estação Primeira de Mangueira, Percival Pires, o PC.
Após o escândalo envolvendo o nome da escola, PC reuniu a imprensa e comunicou sua renúncia ao cargo.
Acredito que todos saibam do que escrevo aqui...trata-se da aparição do até então presidente PC, junto à alguns ritmistas da Bateria Surdo Um de Mangueira e passistas na festa de casamento...(vcs sabem de quem).
Espero que este lamentável episódio, não venha afastar os diversos patrocinadores que a escola de grandes nomes (como: Cartola, Carlos Cachaça, Dª Zica, Dª Neuma, Mocinha, entre outros), conquistou em sua tragetória ao longo dos anos. E, princiapalmente, o mais importante, que sua comunidade Verde e Rosa continue firme, unida, de cabeça erguida e que não se abale. Porque a Instituição Estação Primeira de Mangueira tem o respeito de muitos e não será este episódio (mais uma vez, lamentável) que irá sujar a imagem da Verde e Rosa, ou dos mangueirenses. Até porque, Mangueira teu cenário é uma beleza....e merece todo o nosso respeito.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Nada contra...mesmo!!!!

Que a Juliana Paes é linda, simpática, de um carisma ímpar, talentosa, gostooosaaaa d+, isso não se discute pq todos sabemos que é verdade, correto!!!
Agora, com todo respeito às opiniões dos amigos, dizer que a Juliana Paes é ou seria a Melhor Rainha de Bateria Carioca, aí já é um exagero!!! (na minha humilde opinião)
Acredito, que muitos concordam que para tal posto à frente dos ritmistas de uma Escola de Samba (seja ela qual for), é preciso muito mais do que um "rostinho bonito" e um sorriso no rosto para agradar a Comunidade da Escola.
Verdadeiras Rainhas de Bateria ou Madrinhas....muitas das vezes estão por aí "escondidas" em diversas Comunidades próximas às várias Escolas de Samba que temos. Pois é....são realmente meninas, garotas ou mulheres (não importa a idade - 18, 20, 30, 40 etc... / anônimas da comunidade, sejam: Mulatas, Brancas, Negras, Loiras, Amarelas, enfim...) que riscam o chão de suas Escolas de Samba do coração, sem ganhar nada em troca, apenas pelo simples e puro prazer que têem de sambar e vibrar pela mesma.
Aquelas que sabem "Sambar" (com S maiúsculo mesmo), com graça, leveza, um bom gingado, e o SAMBA no pé, claro!
Gente!!! Não basta simpatia, beijinhos para as arquibancadas na hora do desfile, um rostinho bonito conhecido pelo público para a galera fazer a Ôoollaaa (nem ter o samba no pé). Não se contentem com tão pouco assim....até porque nunca vi uma Escola ser julgada com uma nota maior, ou uma menor, pela Rainha ou Madrinha de Bateria que possuem, e sim claro, no Quesito Bateria pela excelente apresentação de seus ritmistas, no comando da batuta dos Mestres de Bateria. Não existe Quesito Rainha ou Madrinha de Bateria, nenhuma Escola é julgada por isso.
Nada contra! Mais nada contra mesmo a Juliana Paes, até pq sou um fã dela. Mas, ela fica devendo muito no quesito SAMBA no pé (claro que existem outras, mas para não me alongar mais do que já me alonguei, rsrsrs).
Mais ela realmente é uma das mais belas Rainha ou Madrinha de Bateria que temos por aqui no Rio, isso sem dúvidas, e simpatia é sua marca registrada....
Abraços!!!

Mais uma vez...infelizmente!!!

Sr. Raphael Azevedo, do site o Dia na Folia...
Eu pediria ao Sr. que cessasse sua implicância com a Mocidade Independente de Padre Miguel. Quando a Mocidade fará uma boa apresentação para o Sr.? Com 2000 pessoas cantando e evoluindo, com uma bateria impecável, e com o publico, embora chovendo, cantando com a escola, eu acho que seria uma boa apresentação, não é? Ahhh sim... a Vila foi muito melhor (nada contra a essa brilhante escola, com a qual eu eu simpatizo muito), mas com apenas 6 alas, se foram apresentadas tantas, fica muito mais facil a harmonia funcionar efetivamente!É, espero que o Sr. no próximo ensaio não cochile tanto, quanto cochilou nesse... acorde e veja a Mocidade com o devido olhar de um jornalista imparcial e sério que tenho a certeza que deve o ser! SALVE A MOCIDADE GUERREIRA!


Por: Luiz Paulo Barcellos

A Evolução do Carnaval Carioca: A festa popular que virou produto


O carnaval é uma festa universal. Nasceu na Europa durante a idade média, segundo alguns pesquisadores, por volta de 1091. Tratava-se na verdade de um subproduto da igreja. Quando o clero decretou a Quaresma, quarenta dias de penitência antes da chegada da Semana Santa, para que as pessoas se livrassem dos prazeres da carne (tanto nutricional quanto física), o povo logo encontrou uma forma de se divertir e se entregar aos prazeres da vida até o começo da mais absoluta abstinência. Assim, a Quaresma que tinha seu inicio demarcado fixamente em uma quarta-feira, a Quarta-feira de Cinzas, passou a ser antecipada por uma terça-feira de grandes festejos. O Carnivale como era chamado, deu origem então, a Terça-feira Gorda e ao próprio Carnaval, que com o passar dos anos ganhou mais uns dias de festa devido a alegria e animação dos participantes.
Dessa forma, o carnaval se espalhou pelo mundo como uma festa eminentemente popular e alegre, e apesar da origem européia foi no Brasil que ele ganhou raízes mais profundas. A paixão do povo brasileiro pelo carnaval é imensurável e mesmo que existam aqueles que declaradamente não gostam das comemorações, é quase impossível percebê-los em meio à multidão festejante nas ruas. Na Bahia, por exemplo, o carnaval começa na quarta-feira anterior a Quarta-feira de Cinzas durando uma semana!
Brincado espontaneamente nas ruas pela população desde que foi trazido pelos portugueses, no Brasil, entre as várias maneiras de festejo, o carnaval se desenvolveu fortemente, sob o prisma financeiro e midiático, de duas maneiras: o desfile das escolas de samba no Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro, e os trios elétricos no Nordeste. Sendo a primeira forma mais antiga, maior representante do carnaval brasileiro no exterior e objeto de estudo deste trabalho. Busco aqui apresentar os processos que o formataram e principalmente evidenciar como este se desenvolve hoje em dia, tendo como foco o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. A intenção deste trabalho foi justamente destrinchar esse processo grandioso e complexo que se tornou a realização do carnaval carioca.
Primeiramente apresento como a cultura em nosso tempo se tornou um valioso objeto de consumo em todo o mundo e foi desmistificada do status sagrado que possuía pela indústria cultural. Como vasto mercado globalizado se apropriou de todos os bens e produções humanas, inclusive a cultural, como forma de gerar lucro. Assim, esclareço como alguns pontos da cultura nacional, que considero de maior representatividade de nossa nação, vieram a se tornar mercadorias a ser comercializadas. Dessa forma, chego até ao samba como produto da indústria cultural brasileira, e conseqüentemente ao carnaval carioca retratando especificamente o desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial.
Entretanto, é preciso viajar pelo tempo e pela história para perceber o enorme processo evolutivo que o carnaval percorreu até o surgimento das escolas de samba. Desde a chegada ao Brasil do entrudo, passando pelo Zé Pereira, as Sociedades, os cordões, os corsos, os bailes de carnaval, os ranchos, os blocos e também pela riqueza musical durante o período momesco até o nascimento do samba. È importante atentar para o fato que foi devido a essa evolução histórica que o carnaval veio se tornar tão representativo e salutar da cultura nacional permitindo que as escolas de samba se tornassem valiosas referências de produções culturais dentro do país e futuramente viessem a se constituir num megaespetáculo artístico, para muitos o maior do planeta, onde cerca de 50 mil pessoas cantam, dançam e encenam as mais variadas temáticas trajando ricas e luxuosas fantasias, e envoltas por enormes e mirabolantes alegorias saídas das mentes férteis dos carnavalescos, que ajudam a narrar o fato em questão para uma platéia de mais de 60 mil pessoas numa maratona artística de quase 20 horas, se somarmos os dois dias de desfile.
Finalmente, retrato que o talento de sambistas e criatividade dos artistas a parte, existe muito mais dentro do carnaval do que aquilo que aparece na avenida e é mostrado na televisão. Um mundo de profissionalismo, pesados investimentos, contratos vantajosos e transações financeiras vultosas que transformaram o carnaval carioca, especificamente o desfile das escolas de samba do Grupo Especial, num grande negócio. Sendo esse megaespetáculo tão representativo da cultura nacional e motivado pela paixão desde menino por essa magnífica festa da nossa cultura considerei importante e necessário um estudo aprofundado sobre essas questões que fizeram dessa festa popular um grande produto de mídia, instrumento de propaganda e, portanto um objeto com valor de mercado.

Por: Israel Antônio Sequeira Pegado ( Trecho extraído do Trabalho de Conclusão do Curso de Jornalismo)